Se realmente quer ter alguma noção sobre mim comecemos pelos cortes..
Não nunca fiz um corte que seja com desejo de apenas morte..
Não nesse conceito trivial..
Não tão simples..
É como se cada corte me livertasse de algo..
Medos, tristezas..
Loucuras.. Amores..
Tudo que amei, amei alucinadamente.
Como quem usa uma droga poderosa com intuito de forjar sua própria realidade..
Até onde pude controlar tive amores perfeitos..
Contos de fadas que eu vivia sozinha estando a dois..
Cada amor impossível..
Cada lagrima.. Não deixaram, não foram só marcas psicologicas..
Não conseguiria deixar o passado para tras se não me recordasse da dor que ele me causou..
Uma marca física foi minha solução..
Umas..
Não é doentil..
Eu não machuco os outros..
As dores me causam certo prazer..
Sim é possível sentir prazer assim..
O vermelho do sangue..
A dualidade..
Desejo de morte, com cheiro de vitalidade...
Poucos são os que entendem a doçura macabra escondida nessa ideia
Gosto de ideia de auto destruição.. Como se a cada problemas eu inundasse tudo e começasse tudo de novo..
Brincar de Deus..
Dificilmente vou gostar de uma dor causada por outrem..
Minhas dores, minhas intensidades..
Por mais que sejam extremas.. Fortes.. Agudas..
São do meu jeito e eu não posso negar é incrível a sensação..
Um erro.. Poderia ser fatal!
E esse risco é o que tras o desejo, o tesão...
Muitos recriminam..
Porém..
Pense bem, são meus cortes..
No meu corpo..
Quem seria você,
E com qual direito você falaria mal deles?!
A vida além de fascinante é algo incrivelmente particular..
Talvez todos algum dia de algum modo..
A sua maneira, deveriam brincar um pouco de Deus!
Talvez minha Dandara entenda...
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