quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Bobo da corte

Todas as vezes que paro para pensar no que eu represento pra mim..
Eu vejo um bobo da corte cansado
Um pierrôt desesperado
Trajado em tons de cinza..
Sentado a beira de um lago com uma garrafa de rum,
Observando o mundo e esperando a morte..
Doce morte que um dia tocou meus lábios..
Que um dia, todos os dias me diz ser só minha..
Me vejo um arlequim largado, apaixonado, triste por perder sua doce colombina..
Me vejo caça ferida..
Caçador sanguinário!
Me vejo bondosa que a todos perdoa..
Me vejo cruel que a todos condena..
Rancorosa, livre e presa.. 
Me vejo em antíteses minhas,
Sinto-me feliz por serem minhas, pelo menos as antíteses..
Me vejo livro velho largado empoeirado,
Poucos sabem o valor de literatura antiga, poucos gostam do cheiro de livro velho.
Me vejo longe de ti, me vejo longe de mim..
Perto de nada..
A beira do abismo..
Me vejo morta trajando luto em meu caixão..
Me vejo viva trajando vermelho no seu funeral..
Presto minhas condolências por sua vil existência..
Existência patética de piadas vulgares um palhaço que entrete o povo porém nunca a realeza, menos os intelectuais..
Convivo com suas fraquezas longe de mim, mesmo que perto não me preocupam só me causam uma profunda pena de ti.
Suas piadas que escondem o lixo que você é, exaltando pseudo defeitos alheios..
Não tente falar sobre o corpo daquela mulher..
Ela nunca te desejou!
Pare de fazer rir sua corte, você é apenas o bobo nada além disso!

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